terça-feira, 26 de abril de 2011

Como foi entrada da RepublicaPopular da China no Conselho de Segurança das Nações Unidas?

        A criação do Conselho de Segurança das Nações Unidas ocorreu em 1945 após o fim da Segunda Guerra Mundial, com a vitória os aliados (EUA, França, União Soviética, Reino Unido e República da China), fundaram a ONU e o seu Conselho de Segurança. Segundo o artigo 23 da carta da ONU, são membros permanentes apenas estes cinco países. Após a criação da ONU, aconteceram algumas mudanças em seus membros permanentes, exemplo disso é a troca da União Soviética pela Rússia em 1991/1992 e as trocas do Governo Provisório da República da França pela Quarta República Francesa em 1946 e da Quarta República Francesa pela Quinta República Francesa em 1958.
        No meio dessas trocas nos membros permanentes, em 21 de novembro de 1971, a República da China (Taiwan) teve de ceder a sua cadeira para a República Popular da China (China Socialista), por ser dito que só poderia existir uma China a ser representada. O Conselho de Segurança exige que haja apenas uma representação de cada país, e como Taiwan não é considerado um país isso faria com que fosse expulsa. A República da China decide então declarar sua saída para evitar essa expulsão e honrar seu povo. Mesmo com essas limitações, foi oferecida uma cadeira como membro não permanente da ONU pelos EUA. Oferta essa que foi recusada pelo representante taiwanês, já que Taiwan havia lutado durante 22 anos para manter seu posto como Membro Permanente. Por trás de toda essa historia há outro grande problema, o fato de entre 1895 e 1945 Taiwan ter sido colônia japonesa fazendo com o que seu assento permanente pertencesse, teoricamente, ao Japão enão a Republica Popular da China.
        Somente reconhecida pelos países Socialistas e poucos outros, a República Popular da China estabeleceu aliança com os Estados Unidos daAmérica, passando a ocupar a vaga do Conselho de Segurança da ONU que pertencia a República da China (Taiwan), e com isso estabeleceu relações com a maioria dos países, mantendo a tese de “uma só China”. A reintegração do território continuava-se sendo exigida pelo governo comunista, mas havia o comprometimentode não empregar a força para tal. Os Estados Unidos da América, por sua vez,mesmo sem relações diplomáticas com a ilha de Taiwan, mantinham comércio e ocompromisso de defendê-la, em caso de invasão. Apesar dos acordos para trocados membros sempre terem sido muito pacíficos, houve um caso de bombardeamentode uma ilha chamada Kimmen, localizada entre Taiwan e a República Popular daChina, em 1958 até 1961. Porém agora para Taiwan a posição de membro permanentenão é tão necessária na visão do governo, pois por ser um Estado mesmo que nãoindependente da China tem uma política democrática, diferente do seu País.
Allan Christoph Oncken


REFERÊNCIAS:
VIZENTINI, Paulo Fagundes, Taiwan,Tíbete e as tensões China-EUA. Em: http://educaterra.terra.com.br/vizentini/artigos/artigo_30.htm em: ABRIL/2011 

FARNESI, Luciana, O Conselho de Segurança da ONU. Em:
 http://super.abril.com.br/tecnologia/conselho-seguranca-onu-446468.shtml Acesso em: ABRIL/2011

LEMOS, Vanessa Dias, O Conselho de segurança da ONU frente as necessidades do mundo atual.
Em: http://jus.uol.com.br/revista/texto/11080/o-conselho-de-seguranca-da-onu-frente-as-necessidades-do-mundo-atual Acesso em: ABRIL/2011

WIKIPÉDIA, Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_de_Seguran%C3%A7a_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas Acesso em: ABRIL/2011

HWANG, Gabriel, Representante 
Escritório Econômico e Cultural de Taipei No Brasil. Encontro em: 4 de ABRIL/2011

O QUE MOTIVOU O ROMPIMENTO DAS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS ENTRE VENEZUELA E COLÔMBIA EM 2010?

A palavra soberania nunca esteve tão doce nas bocas dos governantes sulamericanos como hoje em dia. A idéia que está em questão é a da autoridade moral ideológicade que a soberania do Estado não pode ser corrompida versus a cooperação e oapoio extrangeiro no que diz respeito aos assuntos estritamente nacionais. Estou referindo-me à Hugo Chávez atual presidenteda Venezuela e Álvaro Uribe ex-presidente da Colômbia, que passaram a trocar ofensas e acusações acercada perca de autonomia e soberania nacional quando Uribe em 2009 firmou um acordo entre Washington e Bogotá que autorizou os Estados Unidos a usar sete bases colômbianas, como parte de uma cooperação dos norteamericanos e dos colômbianos para lutar contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e conter o narcotráfico. Por sua vez o presidente venezuelano reduziu o comércio aumentando ainda mais as tensões entre os dois países
As relações entre os vizinhos ficaram ainda mais problemáticas depois que o então embaixador da Colômbia na Organização do Estados Americanos, Luis Alfonso Hoyos, apresentou supostas provas de um acampamento de guerrilheiros das FARC em território venezuelano e que Hugo Chávez estaria os acobertando. Chávez não adiou muito sua reação e logo o ministro das relações exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou prazo para o pessoal da embaixada da Colômbia, em Caracas, deixar o país e as relações diplomáticas foram rompidas. Hugo Chávez declarou reconhecer a presença de guerrilheiros colômbianos em território venezuelano, porém negou qualquer tipo de apoio a entidade.
A crise entre os vizinhos sulamericanos foi estabelecida faltando pouco para o fim do mandato de Álvaro Uribe e a posse de seu ex-ministro da defesa Juan Manuel Santos, que assumiu o cargo afirmando querer reestabelecer o diàlogo com Caracas, que três dias depois da crise retomaram suas relações diplomáticas ecomerciais, firmando acordos de cooperação em importações e integração econômica, infraestrutura, investimentos sociais e segurança. A retomada dasrelações e do diálogo foi bom para os dois países e para os seus dois representantes, que se afirmaram internamente e que passam a tratar de temas de extrema relevância para ambos, como as fronteiras e as Farc. As soluções propostas pelos ministros das relações exteriores dos dois paíse se por seus governantes foi segundo uma declaração de princípios de cumprimento do direito internacional e de não intervenção nos assuntos internos além de um programa conjunto de cooperação.


REFERÊNCIAS:
http://www.folha.uol.com.br
http://www.eltiempo.com
http://www.eluniversal.com
Carlos Rom - Embaixada da República Bolivariana da Venezuela

quarta-feira, 20 de abril de 2011

70 questões de Relações Internacionais: Relações Internacionais como Laboratório

70 questões de Relações Internacionais: Relações Internacionais como Laboratório: "Este blog é dedicado às reflexões geradas em sala de aula, na disciplina Laboratório de Relações Internacioanis, do curso de Relações Int..."

Relações Internacionais como Laboratório




Este blog é dedicado às reflexões geradas em sala de aula, na disciplina Laboratório de Relações Internacioanis, do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário de Brasília - UNICEUB. A disciplina tem como eixo central pensar as experiências da política externa de vários países emergentes como um grande laboratório de experiências inovadoras no cenário político mundial, tal como a tentativa de fazer da política externa brasileira, concebida doutrinariamente como independente, a "quarta posição de Relações Internacionais", conforme preconizado por Jânio Quadros, em 1961 (VIZENTINI, 2008). Também se dedica a entender as experiências históricas de contrução da paz mundial, tal como a Liga das Nações e a mistura de paradigmas da Organização das Nações Unidas - um misto de idealismo, realismo, interdependência complexa, institucionalismo liberal, aliado à luta de classes e às tentativas de contra-hegemonias em inúmeros contextos nacionais e regionais.
Imaginar o cenário internacional como uma rede de experiências criativas para lidar com os problemas de guerra e paz, desigualdade de poder, alinhamentos e direitos humanos que podem estar em conexão ou não pode tornar o estudo da política mundial menos essencializado e mais propenso a se tornar um objeto de construção permanente do conhecimento. Neste blog, estudantes do 1o. semestre do curso de Relações Internacionais do UNICEUB irão postar as questões de estudo a que se dedicaram a responder de forma objetiva e breve, para que os comentários futuros possam ser recebidos e dialogados.




Créditos da charge - Plantu, cartunista do Le Monde Diplomatique.

Quais as raízes do conflito na Líbia?

Nos últimos três meses,