A palavra soberania nunca esteve tão doce nas bocas dos governantes sulamericanos como hoje em dia. A idéia que está em questão é a da autoridade moral ideológicade que a soberania do Estado não pode ser corrompida versus a cooperação e oapoio extrangeiro no que diz respeito aos assuntos estritamente nacionais. Estou referindo-me à Hugo Chávez atual presidenteda Venezuela e Álvaro Uribe ex-presidente da Colômbia, que passaram a trocar ofensas e acusações acercada perca de autonomia e soberania nacional quando Uribe em 2009 firmou um acordo entre Washington e Bogotá que autorizou os Estados Unidos a usar sete bases colômbianas, como parte de uma cooperação dos norteamericanos e dos colômbianos para lutar contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e conter o narcotráfico. Por sua vez o presidente venezuelano reduziu o comércio aumentando ainda mais as tensões entre os dois países
As relações entre os vizinhos ficaram ainda mais problemáticas depois que o então embaixador da Colômbia na Organização do Estados Americanos, Luis Alfonso Hoyos, apresentou supostas provas de um acampamento de guerrilheiros das FARC em território venezuelano e que Hugo Chávez estaria os acobertando. Chávez não adiou muito sua reação e logo o ministro das relações exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou prazo para o pessoal da embaixada da Colômbia, em Caracas, deixar o país e as relações diplomáticas foram rompidas. Hugo Chávez declarou reconhecer a presença de guerrilheiros colômbianos em território venezuelano, porém negou qualquer tipo de apoio a entidade.
A crise entre os vizinhos sulamericanos foi estabelecida faltando pouco para o fim do mandato de Álvaro Uribe e a posse de seu ex-ministro da defesa Juan Manuel Santos, que assumiu o cargo afirmando querer reestabelecer o diàlogo com Caracas, que três dias depois da crise retomaram suas relações diplomáticas ecomerciais, firmando acordos de cooperação em importações e integração econômica, infraestrutura, investimentos sociais e segurança. A retomada dasrelações e do diálogo foi bom para os dois países e para os seus dois representantes, que se afirmaram internamente e que passam a tratar de temas de extrema relevância para ambos, como as fronteiras e as Farc. As soluções propostas pelos ministros das relações exteriores dos dois paíse se por seus governantes foi segundo uma declaração de princípios de cumprimento do direito internacional e de não intervenção nos assuntos internos além de um programa conjunto de cooperação.
REFERÊNCIAS:
http://www.folha.uol.com.br
http://www.eltiempo.com
http://www.eluniversal.com
Carlos Rom - Embaixada da República Bolivariana da Venezuela
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